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O dia 5 de maio foi instituído como o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamento, a data foi criada para alertar a população quanto os riscos à saúde causados pela automedicação.  O objetivo é ressaltar o papel do uso indiscriminado de medicamentos e a automedicação como principais responsáveis pelos altos índices de intoxicação por remédios.

Há cinco anos foi proibida no país a venda de antibióticos e medicamentos tarjados sem prescrição médica, devido às contraindicações e possíveis efeitos colaterais graves.  A decisão foi tomada em consequência do uso indiscriminado desses medicamentos, que contribui para o aumento da resistência de microorganismos e pode diminuir a eficácia dos tratamentos.

A automedicação pode agravar doenças, já que a utilização de remédios sem a informação adequada pode esconder determinados sintomas. Além disso, há o risco da combinação errada de substâncias, que pode anular ou potencializar o efeito da outra.

Para entender melhor o assunto convidamos o Farmacêutico responsável pela Farmácia do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal – ICDF, Lucas Magedanz.

  • Por que escolher uma data para comemora o dia do uso racional de medicamento?

Para dar importância ao uso seguro e racional dos medicamentos, que se não utilizados adequadamente aumentam os riscos de inefetividade terapêutica, eventos adversos, intoxicações, etc.

Comemora-se esse dia em 05 de maio, sendo assim esse dia é reconhecido nacionalmente como o dia do uso racional de medicamentos.

  • O uso de medicação juntamente com o álcool, corta o efeito do remédio?

Os medicamentos devem ser utilizados sempre com ÁGUA. O uso de medicamentos e álcool não é indicado, pois pode ocorrer falhas no tratamento. Além do que o álcool é um depressor do sistema nervoso, causando diferenças na ação e eliminação dos medicamentos, aumentando o risco de toxicidade.

  • Por que não utilizar dois medicamentos juntos sem prescrição médica?

O uso de qualquer medicamento sem a indicação de um profissional de saúde não é indicado, essa situação é geralmente conhecida como "automedicação". Assim como no caso do uso do medicamento com álcool, o uso de outros medicamentos não indicados na prescrição médica pode causar modificações na ação dos medicamentos, o que chamamos de "interações medicamentosas", causando eventualmente falhas terapêuticas, agravamento da doença, e reações adversas. Por isso, é sempre importante na consulta com o médico e com os demais profissionais de saúde informar sobre todos os medicamentos que eventualmente a pessoa usa, incluindo chás, ervas medicinais, fitoterápicos, etc. 

  • O que é a farmácia clínica? 

A Farmácia Clínica é compreendida como a área da farmácia voltada à ciência e prática do uso racional de medicamentos, na qual os farmacêuticos prestam cuidado ao paciente, de forma a otimizar a farmacoterapia, promover saúde e bem-estar, e prevenir doenças.

  • Quais cuidados devem ser tomados pelo farmacêutico dentro da farmácia clínica?

Além disso, as ações de "Cuidado Farmacêutico" também englobam as orientações à equipe multiprofissional, sobre cuidados no preparo, armazenamento e administração dos medicamentos, interações, limites de dose, etc. Importante destacar que as ações sempre são registradas no prontuário dos pacientes pela Evolução Farmacêutica, assim como contabilizadas em indicadores de produtividade e resultados.

  • Quais iniciativas são desenvolvidas pelo ICDF nessa área?

Entre as ações aos pacientes internados destacamos: a participação nas visitas/rounds clínicos nas UTIs cirúrgica e pediátrica; a revisão de prescrições, na qual avaliamos potenciais interações medicamentosas e eventuais equívocos de prescrição (duplicidade, unidade errada, concentração, horários); a padronização de "orientações farmacêuticas" que aparecem automaticamente nas prescrições, e que tratam da diluição e estabilidade de medicamentos injetáveis, de alertas nos medicamentos potencialmente perigosos, e de melhor regime de uso para aqueles que possuem alguma interação com alimentos.

Já ao paciente ambulatorial dispomos do Ambulatório de Farmácia, que tem agenda toda quarta pela manhã, e para o qual são direcionados pacientes transplantados que possuem alguma dificuldade de adesão ao tratamento medicamentoso.

  • Qual o papel da farmácia clínica no ICDF?

O Serviço de Farmácia Clínica do ICDF ainda é inicial, mas realiza atividades tanto aos pacientes internados quanto externos do ICDF. Recentemente iniciamos um projeto em parceira com a equipe de transplante para participar da alta do paciente recém transplantado, na qual revisamos a prescrição, adequando os horários ao estilo de vida do paciente, e dirimimos suas dúvidas sobre medicamentos. 

  • Como é executado o projeto e quais as metas esperadas a serem alcançadas pelo ICDF?

Por meio das iniciativas desenvolvidas almejamos promover um uso mais seguro e racional dos medicamentos, otimizando os resultados terapêuticos, diminuindo eventos adversos e custos associados à farmacoterapia, contribuindo para uma alta mais breve do paciente.

  • Qual o papel do farmacêutico dentro da farmácia clínica no ICDF?

Nossas ações também buscam capacitar os profissionais sobre as melhores práticas de uso dos medicamentos, assim como prover informações aos pacientes e familiares/cuidadores para que possam cuidar de si mesmos quando estiverem em seu domicílio.

            Sempre que houver alguma dúvida que envolva medicamentos procure o farmacêutico, ele está à disposição para auxiliar da melhor forma possível.

Por Rafaela Mendes - DRT/DF 014748

Revisão Jéssica Mendes

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