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Nesta quinta-feira (21/03) foi comemorado no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal – ICDF o Dia Nacional de Disfagia (a data original é dia 20/03), com a exposição de um banner que foi colocado na recepção central e distribuição de folders para funcionários e pacientes.

O dia foi intitulado pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia - SBFA para chamar a atenção da população sobre as implicações da Disfagia, a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia chamam a atenção da sociedade para a atuação do fonoaudiólogo nessa especialidade.

O dia visa auxiliar a reconhecer os sintomas, alertar sobre os riscos e divulgar medidas de prevenção, além de orientar sobre o que fazer diante da suspeita de disfagia.

A disfagia caracteriza-se pela dificuldade para engolir alimentos e líquidos e pela sensação de obstrução na garganta, o indivíduo passa a ter dificuldade para engolir alimentos, líquidos e saliva, em qualquer etapa do trajeto entre a boca e o estômago. “A disfagia pode ser identificada com aquela famosa frase que dizemos após um engasgo: “entrou pelo buraco errado”, explica a Dra. Lorena Soares, Fonoaudióloga do ICDF”.

Trata-se de um problema sério de saúde, que pode levar à desnutrição, desidratação, perda de peso e infecções respiratórias. Estima-se que cerca de 14% da população acima dos 50 anos tenham disfagia. “É preciso estar atento, e ao perceber o aumento nesse tipo de ocorrência, como por exemplo, tosse frequente no período das refeições, sensação de alimento parado na garganta, dificuldade de engolir e salivação excessiva, esses sintomas podem ser sinais de disfagia!”, completa a Fonoaudióloga.

 As alterações da deglutição são diagnosticadas e tratadas conjuntamente por médicos, enfermeiros, nutricionistas e, fundamentalmente, fonoaudiólogos, que são os profissionais aptos ao trabalho específico da função.

As principais complicações que podem ser ocasionadas pela disfagia são: o aumento das chances de pneumonia aspirativa; a ampliação do tempo de internações devido à desnutrição e à desidratação; o desinteresse por alimentos; a debilitação da saúde de modo geral; e a consequente perda da qualidade de vida.

Segundo a SBFA de cada 10 pessoas 6 são afetadas com o problema, Raimundo Inácio e uma destas pessoas. “Sempre sentia dificuldades para me alimentar até descobrir que tinha disfagia, então percebi que o problema me trazia a sensação de que a comida ou o líquido estavam presos na minha boca”.

Os sintomas são: falta de ar durante ou após a alimentação; perda de peso; pneumonias de repetição; dificuldade para mastigar, preparar e manter o alimento na boca; tempo prolongado para engolir; sensação de alimento parado na garganta; dor ao engolir; restos de comida dentro da boca após engolir; escape de alimento pelo nariz; mudança na voz após engolir; tosse ou pigarro constante durante a alimentação; engasgos frequentes durante as refeições ou ao deglutir saliva; falta de interesse em se alimentar; e mudança na cor da pele durante ou após a alimentação.

 Algumas dicas são importantes durante as refeições, como alimentar-se sempre sentado, em ritmo e velocidades seguros; evitar distrações enquanto se alimenta; procurar não conversar enquanto está comendo; manter atenção durante as refeições e; evite assistir televisão, ouvir rádio ou permanecer em um ambiente barulhento.

“Mas, fiquem tranquilos! O tratamento é relativamente simples, e na maioria das vezes não precisa de intervenção médica. Basta procurar um fonoaudiólogo, que ele indicará o tratamento indicado, permitindo uma alimentação segura e prazerosa” fala a Dra Lorena.

Ao perceber esses sinais, procure uma equipe de saúde, pois, quanto antes buscar ajuda, mais chances de sucesso no diagnóstico e tratamento.

Com informações da Sociedade Brasileira de Fonoudiologia

Por Rafaela Mendes - DRT/DF 014748
Revisão Anna Virgínia Souza - DRT/DF 8989

 

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