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No dia 29 de agosto, comemora-se o Dia Nacional de Combate ao Fumo. O objetivo é reforçar as ações nacionais de sensibilização e de mobilização da população para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais decorrentes do tabagismo, que é a causa direta de mortes por diversos tipos de câncer e também por doenças coronarianas, cerebrovasculares e pulmonares. 


Referência em serviços de alta complexidade envolvendo transplantes de coração, o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, nesta data, ressalta, ainda mais, a necessidade da conscientização sobre os malefícios e os danos causados pelo tabagismo, além da importância de parar de fumar para a saúde de todos. 


Na verdade, o fumo figura entre os vilões quando o assunto é a saúde cardiovascular. O cigarro é responsável por aumentar o risco de surgimento de, aproximadamente, 50 tipos de doenças diferentes, além de elevar a pressão arterial e a frequência cardíaca em até 30%.


“Nosso dia a dia é muito voltado ao atendimento de pacientes com doenças cardiovasculares, e não há dúvidas do grande mal que o cigarro pode trazer ao coração e aos vasos sanguíneos. Ele ainda continua sendo um grande vilão na ocorrência de infarto do miocárdio e acidente vascular encefálico. Por isso, é importante orientar sobre o mal que esse hábito traz e incentivar o abandono do mesmo o quanto antes”, diz o cardiologista Murilo Felipe Vilela, médico assistente do grupo de insuficiência cardíaca e transplante do ICDF.


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco responde por 8 milhões de mortes no mundo e, em torno de 1,2 milhão deste total, são fumantes passivos. 


No Brasil, mais de 156 mil vidas são perdidas anualmente e, embora tenha se tornado a segunda nação a adotar todas as recomendações da OMS para o combate ao tabagismo e ter reduzido o percentual de fumantes, o vício ainda mata 428 pessoas por dia e é a causa de 12,6% de todos os óbitos ocorridos no País. 


No ICDF, a equipe de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) também adere à causa e luta contra o vício do fumo junto ao seu público interno.


De acordo com o enfermeiro do trabalho Rafael Sampaio, ainda neste mês de agosto,  o setor pretende reforçar a não adesão a essa prática nociva, realizando, orientações  in-loco, objetivando a fortalecer  medidas de prevenção a esse agravo, tais como o reconhecimento da dependência química, as formas de tratamentos não medicamentosas e como evitar ambientes que estimulam o fumo.


As orientações têm como objetivo principal,  a aprendizagem de um novo comportamento, através da promoção de mudanças nas crenças e desconstrução de vinculações comportamentais ao ato de fumar.


Por ser uma temática de relevância pública,  o SESMT também pretende  retornar com grupos internos de controle do tabagismo, cujo trabalho é, basicamente, oferecer escuta qualificada e suporte aos colaboradores do Instituto. 
Cabe destacar, ainda, que, desde 2002, o Ministério da Saúde vem publicando e atualizando portarias que incluem o tratamento do tabagismo de forma gratuita na rede SUS – tanto na atenção básica, quanto na média e alta complexidade.