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O Instituto de Cardiologia do Distrito Federal- ICDF comemora quinta-feira (27/09), o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos. A data é celebrada com o Setembro Verde, mês dedicado à ação de conscientização de doação de órgãos no Brasil e traz o símbolo a fita verde.

O ICDF aproveita para lembrar a importância do transplante e, apresentar os resultados do programa até o mês de setembro com 214 transplantes realizados. O índice poderia ser maior se a população tivesse mais acesso à informação sobre as doações de órgãos.

Falar que a doação de órgãos é tabu não é verdade. Um exemplo são as religiões, que hoje em dia, em sua maioria são a favor dos transplantes. O ICDF acredita que conhecer historias de pacientes e a sua mudança de vida depois do transplante é o primeiro passo fazer a população refletir e falar mais sobre o assunto, porque o maior  problema é a falta de esclarecimento em relação às doações.

“As pessoas precisam doar e salvar vidas. Avisar para os seus parentes é essencial. Este vai ser a sua ultima forma de ajudar o próximo. A doação de órgãos só não aumenta por falta de esclarecimento. Temos que falar sobre isso em todos os lugares, principalmente nas escolas e faculdades.” Explica Antonio José Guerra, transplantado de fígado no instituto.

O diagnóstico de morte encefálica no Brasil é um dos mais seguros do mundo, como exige a legislação, mas tem gente que não acredita. Por isso, precisamos buscar mais informações em todos meios: população, agentes de saúde e classe médica, e fazer este assunto ser parte de conversas informais entre amigos e familiares.

Motivadas em mudar está perspectiva vamos conhecer a historia de Elaine Gomes que após o transplante cardíaco criou um blog para conscientizar as pessoas.

Elaine descobriu sua doença quando tomou a decisão de se matricular em uma academia. Lá pediram exames, e ao fazê-los descobriu a doença de chagas. Ela iniciou o tratamento, nesta época tinha 27 anos, e tinha acabado de se tornar mãe.

Em 2005, ela precisou realizar uma ablação cardíaca considerada como o mais eficiente tratamento de diversas arritmias cardíacas, realizou ainda uma cauterização cardíaca rítmica, e melhorou bastante seguindo normalmente sua vida.

Com o passar dos anos voltou a sentir dores, teve que refazer a ablação, além de colocar um marca passo para enviar impulsos elétricos ao coração sempre que o batimento cardíaco está muito lento, e utilizou o aparelho por 5 anos. Entretanto, em 2013, foi verificado que ela estava muito debilitada, já com insuficiência cardíaca. Ao procurar ajuda no posto de saúde, foi transferida para um hospital da cidade e posteriormente direcionada para consulta no ICDF pela gravidade do caso.

Em março de 2014 iniciou acompanhamento no instituto realizando exames e consultas e confirmou que estava no 4º estágio da doença, ou seja, somente o transplante poderia ajuda-la. A família começou a fazer campanha de conscientização de doação de órgãos pela internet.

Elaine fez os preparos para entrar na fila de transplante. No dia 20 de outubro de 2015 foi listado, como seu estado era bastante grave entrou em prioridade nacional. O órgão chegou dia 27 do mesmo mês, vindo do Paraná. Ficou apenas 8 dias na fila para transplante.

“Todos os dias agradeço a Deus, minha família, a família do doador, a quem serei eternamente grata, pois foram eles quem me deram vida novamente. A vida é muito curta, se você viver o bem, você colhe o bem”. A paciente lembra por mais que a pessoa seja doará quem tem a decisão final é a família e faz o apelo “ deixe claro para sua família que você quer ser um doador, este vai ser seu ultimo ato de bondade” explica Elaine transplantada de coração do ICDF.

Atualmente, a legislação determina que a família do paciente com morte encefálica decida se doará ou não os órgãos. Mesmo que a pessoa declare em vida ser doador a família é quem que decide. Não é necessário nenhum documento escrito, por isso, é importante a manifestação do desejo de ser doador em vida aos familiares e amigos.

Na nossa próxima publicação falaremos sobre morte encefálica e doações de órgãos.  Informe-se!

Por Rafaela Mendes - DRT/DF 014748
Revisão Anna Virgínia Souza - DRT/DF 8989

 

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