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O Instituto de cardiologia do Distrito Federal-ICDF realizou nos primeiros três meses deste ano (2019) um total de onze (11) transplantes de fígado. Durante todo o ano de 2018, foram realizados 68 procedimento.

Trazemos nessa reportagem algumas informações sobre o transplante de figado a fim de esclarecer pacientes e seus familares possiveis dúvidas sobre esse tipo de tratamento e  informações sobre como podem procurar a instituição e ser acompanhado pela equipe do programa de transplantes do ICDF.

O transplante de fígado ou transplante hepático é indicado para pacientes com cirrose hepática (é a fase final de lesões no fígado que se cicatrizam, fazendo com que o órgão vá perdendo sua função e ocasionando a falência completa.), que tenham uma expectativa de vida inferior a 20% ao final de 12 meses.

A maioria dos pacientes submetidos ao transplante de fígado tem como causa principal a cirrose provocada por hepatite C. Entretanto, é importante destacar que existem outras doenças que podem causar a falência do fígado e o transplante ser a única indicação para mudar a vida deste paciente, como no caso de câncer o fígado e de algumas doenças autoimunes que afetam a função hepáticas, entre outras.

Outro exemplo muito conhecido pela população é o abuso no consumo de bebidas alcoólicas, que pode provocar três tipos de lesões hepáticas: a acumulação de gordura, a inflamação e o aparecimento de cicatrizes. Quando o álcool é metabolizado no fígado, ele produz substâncias altamente tóxicas é estas substâncias podem causar inflamação no fígado, um quadro conhecido como hepatite alcoólica. Os pacientes cujo fígado foi destruído pelo alcoolismo só podem receber um transplante quando deixam de beber.

Nadson Kalil é paciente transplantado do ICDF. “Sempre tive uma vida bem agitada, bebia, não fazia muitas atividades físicas, então quanto descobri que teria que ser transplantado foi bem complicado, tive que mudar a minha vida toda é hoje tenho uma vida saudável. Nasci de novo! Receber um novo fígado me fez renascer”, completa.

Existem dois tipos de transplante de fígado: através do doador cadáver ou intervivos (doador vivo). “No doador cadáver são utilizadas técnicas que preservam a veia cava do corpo morto. Já o doador vivo consiste em retirar uma ou mais partes do doador saudável para transplante no receptor com doença hepática terminal”, explica Dr. Luis Gustavo Médico Cirurgião do ICDF.

É possível que órgãos ou tecidos sejam doados ainda em vida, nestes casos a decisão é exclusiva do doador, entretanto existe uma legislação que regulamenta as questões de doador vivo, permitindo a doação ocorra somente em grau família (até o terceiro grau), proibindo assim que aconteça uma comercialização de órgãos para transplante, quando uma pessoa decide doar o órgão a outra em troca de valores financeiros.  Assim qualquer outra forma de doação viva a Lei de Transplante considera crime, com pena de reclusão, de um a seis anos. A Lei 9.434/97 e o Decreto Regulamentar 2.268/97 permite que este tipo de doação aconteça, garantindo que a doação seja feita de forma gratuita.

Para preservar a integridade física e mental do doador só se permite a doação de órgãos duplos, de partes regeneráveis ou recuperáveis de órgão único, como o fígado, e de tecidos como pele e medula óssea. A doação intervivos deverá ser voluntária, esclarecida, gratuita e sem prejuízos físicos para o doador.

Segundo o médico, os riscos para o doador, no caso de doador vivo, é relativamente pequenos e simples. “Quando ocorrem, as complicações mais comuns são: estenose de vias biliares, sangramento, hérnias e bridas (são membranas ou cordões de tecido cicatricial que, geralmente, se formam após uma cirurgia ou inflamação abdominal). As complicações mais graves ocorrem em somente 1% dos doadores”, comenta o médico.

Depois da cirurgia, com o doador e o receptor em condições ideais, o receptor deve ficar três dias, em média, na UTI e cerca de mais sete dias internado. È importante lembrar que o tratamento da causa da doença que levou à lesão do fígado deve ser continuado mesmo tendo feito o transplante.

O risco de rejeição continua sendo um grande medo das pessoas. “Mas hoje em dia, devido ao uso de imunossupressores eficientes, esse risco é de menos de 1%, portanto, muito baixo” fala Dr. Luiz.

Pacientes que tenham indicações de problemas hepáticos ou manifestem interesse em ser acompanhados pelos profissionais do ICDF, podem informar-se sobre o atendimento por convênio e particular, ou sobre encaminhamentos de pacientes do Sistema Único Saúde (SUS), entrando em contato com a central de atendimento no telefone 3451-1000.

Por Rafaela Mendes - DRT/DF 014748
Revisão Anna Virgínia Souza - DRT/DF 8989

 

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