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Brasília-DF – 19/01/2018 – Sob nova supervisão, o departamento Gestão da Qualidade do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) inicia o ano com novos projetos e metas a serem alcançadas. No comando da unidade está agora a enfermeira Liliana Cristina de Castro, doutora em gerenciamento de enfermagem pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em segurança do paciente. O setor, que passa atualmente por uma reformulação, ficará responsável por uma série de melhorias na instituição, como a atualização de processos e fluxos nas áreas administrativa e assistencial como um todo.

Você assume o setor com a missão de promover inovações. Pode nos detalhar algumas delas?

O ICDF participa hoje de um projeto do Ministério da Saúde muito importante chamado Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil. Nós fomos selecionados juntamente com outros hospitais e assumimos o compromisso de reduzir em 30% as infecções relacionadas à assistência à saúde: infecções do trato urinário; infecções por pneumonia associadas à ventilação mecânica; e infecções de corrente sanguínea. Isso por si só já representa uma grande inovação que estamos promovendo no hospital. 

Qual será o maior desafio para 2018?

Temos muitos, mas podemos destacar a implantação gradual da inclusão da família no processo de cuidado do paciente. Esse é um assunto novo no Brasil e estamos trazendo ele para nossa realidade. Precisamos educar e preparar os familiares para cuidarem do paciente em possíveis eventos adversos, quando ele não está mais no hospital. Quanto mais preparada estiver a família, melhor a chance de termos uma resposta rápida, efetiva. Será que eu vou para o hospital? Mas quando ir? Esses são questionamentos comuns em nosso meio e quando a família tá mais envolvida no cuidado, ela entende melhor o que é uma complicação e ajuda no processo como um todo. 

Como preparar a família para atuar nesse cuidado?

A educação é o fator decisivo. Podemos dizer que tudo isso representa uma mudança de paradigma. É novo para o familiar e novo para a equipe de saúde. É importante frisar que antes de ensinarmos a família, as equipes assistenciais precisam ser treinadas, capacitadas com qualidade. É preciso preparar uma equipe para essa mudança de forma bem planejada, com gestão, para depois podermos dar o outro salto e prepararmos os familiares. Para isso, trabalhamos diretamente com o departamento e Educação Continuada para levarmos adiante essa formação.

Então podemos dizer que a família é uma extensão do hospital?

Antes disso, a família é uma extensão do cuidado, porque o cuidado é multidisciplinar: é do médico, do fisioterapeuta, do fonoaudiólogo, do enfermeiro. A segurança do paciente não está em um só profissional, ela tá numa equipe de ponta a ponta do atendimento, inclusive na família. Hoje a gente tem a dificuldade dessa inclusão da família, culturalmente falando, mas os grandes hospitais já estão modificando isso.

Está confirmada a terceira edição do Fórum do Núcleo de Segurança do Paciente?

Sim, está confirmado. Ainda não podemos adiantar muitas informações, mas ele ocorrerá no segundo semestre do ano. Talvez já possamos apresentar nele alguns dados sobre essa questão da inclusão da família no cuidado do paciente, mas vamos aguardar para verificar o andamento do projeto.

A Gestão da Qualidade abarca o Núcleo de Segurança do Paciente, o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, a Gestão de Documentos e as Comissões Hospitalares. Atualmente, a unidade é composta por quatro enfermeiras.

 

Soraya Lustosa
Jornalista (DRT 10213-DF)
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