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Equipe de costureiras do ICDF confeccionou máscaras que permitem leitura labial

 

Em, 2017 o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) fortaleceu os valores de responsabilidade socioambiental e valorização profissional quando iniciou um processo de acolhimento e conscientização aos profissionais PCD’s (Pessoas com deficiência) e ampliou as ofertas de vagas em processo seletivo.

 

Atualmente a instituição conta com 46 profissionais PCD no quadro de funcionários, entre eles, o farmacêutico Kenzo Fernandes que atua no setor de Comissão Científica na área de Pesquisa Clínica. Kenzo é surdo e, nesse momento de enfrentamento a pandemia do novo coronavírus, encontrou dificuldades de comunicação por não conseguir realizar leitura labial das pessoas que estão utilizando máscaras.

 

As máscaras de proteção evitam a propagação do novo coronavírus e, hoje, o uso delas é indispensável. Mas, existe um contratempo. O acessório prejudica quem precisa da leitura labial para se comunicar. “Sem leitura labial a comunicação fica inviável”, contou Kenzo.

 

Para fortalecer a qualidade de vida e trabalho em equipe deste colaborador, as lideranças buscaram uma nova forma de promover a inclusão social do profissional e levaram o desafio a equipe de costureiras da instituição. O resultado foram máscaras transparentes permitindo a comunicação com surdos que dependem da leitura labial. (veja nas fotos).

 

Para o farmacêutico, é importante que as empresas ofereçam acessibilidade para funcionários com necessidades especiais permitindo a sua inclusão. “Diante dessa adaptação, me sinto incluído. Mesmo sendo minoria, ao invés do funcionário com necessidade especial se adaptar a empresa, a empresa é quem realiza essa adaptação”.

 

O colaborador fortaleceu ainda a importância de divulgar projetos como esse e poder multiplicar em outras empresas, na mudança de pensamento da sociedade sobre as pessoas com deficiência.  “A ação merece visibilidade não somente pelo acolhimento da empresa, mas como uma oportunidade de aprendizagem para que a pessoas possam lidar com isso sem medo e sem preconceito”, afirmou Kenzo.

 

Por Anna Virgínia Souza - DRT/DF-8989