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Aos 25 anos, a estudante de medicina Ianna realizou um transplante de fígado no ICDF.

Quase quatro anos depois ela realizou um sonho, graduando-se em medicina em TO. 

Ianna Lara conta que se apaixonou pela medicina ainda criança, quando o irmão mais velho precisou de cuidados médicos. “Eu me imaginava ouvindo os pacientes, e ajudando no cuidado”, contou afirmando que sempre admirou a medicina de família, o médico de comunidade, como aquele que ouve e acolhe o paciente. Em 2016 passou no vestibular e ingressou na universidade em Tocantins.

Ela afirma que sempre cuidou bem da saúde, com hábitos saudáveis, pratica atividade física e alimentação equilibrada. Como todo jovem, se permitia comer fast food às vezes, mas nada que comprometesse sua saúde. Não  fumava ou consumia bebidas alcoólicas. Porém, em dezembro de 2017, adoeceu e recebeu o diagnóstico de hepatite fulminante aguda. A jovem foi hospitalizada em Tocantins, mas necessitou de transferência para uma unidade hospitalar que atendesse pacientes mais complexos, sendo transferida em UTI aérea para Goiânia. Lá, a equipe verificou a necessidade um transplante hepático com urgência e entrou em contanto com a equipe do ICDF. 

A estudante chegou ao hospital dia 13/12/2017, permaneceu internada em UTI realizando todos os exames necessários. Foi inserida na lista para transplante de fígado dia 13 de dezembro de 2017, como prioridade nacional, tamanha gravidade de seu caso. A oferta de órgão compatível ocorreu logo no dia seguinte, dia 14 de dezembro de 2017 e a paciente foi submetida ao transplante. 

A paciente contou que estava desacordada quando internou na UTI, ela sabe que passou por Goiânia antes de chegar à Brasília, mas que tem somente flash de memória desse período. Já no ICDF, quando começou a acordar no pós-operatório na UTI, foi informada de onde estava e que havia realizado um transplante de fígado. “Eu não consegui entender direito o que tinha acontecido, pensava que ainda estava em Tocantins, mas aos poucos fui entendendo” disse emocionada. 

Ianna Lara foi recuperando-se do transplante e recebeu alta hospitalar. Como todos os pacientes transplantados, continuou em acompanhamento com a equipe e, após seis meses, recebeu alta para retornar ao seu estado de origem e continuar seus estudos. “Foi muito difícil retomar, eu estava insegura, por 6 meses vivi quase que numa bolha com tantas restrições. Porém a equipe me encorajava e estimulava a me cuidar e seguir em frente” lembrou a paciente. 

Na faculdade todos ficavam receosos. Algumas pessoas falavam que seria melhor desistir. Questionavam como poderia ser médica com tantas restrições. Como poderia andar dentro de hospital com risco de contaminação ou infecção? A equipe do ICDF me acolheu, orientou e reafirmou que se mantivesse meus cuidados eu poderia retomar meus estudos e me formaria em medicina.  

“Hoje é um dia muito feliz, está tudo ótimo”, foi com essa frase que a jovem iniciou nossa conversa. E começou a contar a linda história de superação e determinação de sua vida. Ela fez um relado emocionado sobre sua colação de grau, que ocorreu dia 26 de março 2021, tudo em meio on-line, devido pandemia. Durante o evento, o professor fez questão de falar sobre a importância da minha história de vida para todos.  “Ver você se formar é uma lição de vida para todos nós, de que a vida não para, de que não podemos nos amedrontar e desistir, nós podemos ir além” narrou emocionada e afirmou: “Eu acredito nisso!”. 

Dra. Ianna Lara de Paula Miranda continua ir além, partilhou que tem como objetivo realizar a residência de clinica médica e fez questão de enfatizar que seria a primeira residência. “Eu quero continuar a viver, viver cada minuto. Todos os instantes que esse transplante me trouxe e poder cuidar dos pacientes como um dia recebi esse cuidado”, disse a mais nova médica, Dra. Ianna Lara.

 

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