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Em comemoração ao seu 6º aniversário de transplante Maria Alice Sousa (47) resolveu participar da sua primeira maratona, comemoração um tanto inovadora. Ela correu 21Km na 18ª edição a Maratona do Rio, o maior festival de corridas da América Latina que ocorreu dia 18 de agosto na cidade do Rio de Janeiro.

Maria Alice foi submetida a um transplante hepático em 22/8/2013 no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal - ICDF. E hoje conta um pouco sobre sua rotina, e o que mudou após o transplante hepático: “Minha vida mudou para melhor! Antes do transplante, eu fazia com dificuldade até as atividades domésticas. Atividade física nem pensar! Não conseguia, era fatigada, deprimida, inchada. Hoje realizo muitas atividades e entre elas a corrida de rua. Cuido da minha casa, corro, pedalo, faço ginástica localizada. O transplante me proporcionou uma vida nova e bem mais feliz. Tenho muita disposição e não descuido dos imunossupressores” Relatou Maria Alice.

Ela também conta como foi à sensação de participar da Maratona: “Na realidade foi a Meia Maratona (21km), ainda, mas foi a sensação mais incrível da minha vida! Nem preciso dizer que chorei horrores... Passou todo o filme da minha vida após ser diagnosticada até estar ali. Eu só agradecia, agradecia e agradecia. Eu vi o quanto sou forte e o quanto a vida pós-transplante pode ser bem vivida. Dentro das limitações de cada um, o transplantado não pode dizer que não consegue, não pode ter medo. Por ter passado por um transplante, já somos corajosos, então não tem porquê ficar parado, dizer que não consegue. Por muito tempo achei que não conseguiria correr, sempre inventava uma desculpa para meu amigo que apresentou essa paixão por correr pra mim. Na realidade eu tinha medo, quando o enfrentei para realizar o sonho de correr a Meia Maratona do Rio, tudo foi acontecendo e quando vi estava lá. Naquela cidade linda (apesar de tudo), correndo na orla, vendo durante o percurso várias e várias histórias de superação. Foi muito lindo! Inesquecível! Ainda arrepio só de falar.”

Ao final de nossa conversa Maria Alice, deixa sua mensagem aos pacientes que aguardam um transplante: “Participo de alguns grupos e sempre falo para nunca perderem a fé, porque será tudo no tempo de Deus. Que confiem na sua equipe médica e aguardem já agradecendo. Não é fácil a espera. Ficamos angustiados, nos sentimos mal, pensamos na morte, mas um dia tudo isso vai ser lembrança, vai ser história pra contar como eu faço agora. E quando receberem seu órgão cuidem dele, respeitem a generosidade da família do doador e pratiquem uma atividade física, porque ela nos dá mais qualidade de vida ainda e nos tornam pessoas muito mais felizes.”

O transplante de fígado ou transplante hepático é indicado para pacientes com cirrose hepática (é a fase final de lesões no fígado que se cicatrizam, fazendo com que o órgão vá perdendo sua função e ocasionando a falência completa.), que tenham uma expectativa de vida inferior a 20% ao final de 12 meses.

A maioria dos pacientes submetidos ao transplante de fígado tem como causa principal a cirrose provocada por hepatite C. Entretanto, é importante destacar que existem outras doenças que podem causar a falência do fígado e o transplante ser a única indicação para mudar a vida deste paciente, como no caso de câncer o fígado e de algumas doenças autoimunes que afetam as funções hepáticas, entre outras.

O Instituto de cardiologia do Distrito Federal - ICDF realizou no primeiro semestre do ano (2019) um total de vinte e oito (28) transplantes de fígado. E ao longo do seu período de atuação já foram realizados, quatrocentos e trinta e quatro (434) procedimentos do tipo.

 

Por Jéssica Mendes

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